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27/03/19 às 12h06 - Atualizado em 29/03/19 às 11h37

Idosos celebram a alegria de viver em encontros semanais no Lago Sul

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Fonte: Correio Brasíliense (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

Uma vez por semana, risadas, conversas altas, músicas e agitação invadem o auditório da Administração do Lago Sul. Poderia ser uma confraternização de trabalho, mas, na verdade, são idosos celebrando mais uma quinta-feira. Há 10 anos, o dia, comum para  a maioria das pessoas, tornou-se especial para aqueles com idade mais avançada. Como uma tradição, o Programa Curtindo a Vida na Maturidade reúne, semanalmente, um animado grupo para um momento de descontração.

A iniciativa funciona com trabalho voluntário de psicólogos, professores e outros profissionais que decidiram doar um tempo para promover os encontros. Idealizadora do projeto, Beatriz Rode, 65, conta que a ideia surgiu pela necessidade de oferecer lazer aos idosos da comunidade. “Começamos em abril de 2008 e nunca paramos. Pessoas de todo o Distrito Federal podem participar, basta ter mais de 60 anos”, explica.

Cada semana tem uma atividade diferente, como artesanato, aula de canto, de tai chi chuan e ioga, dinâmicas para exercitar a memória e a atenção, exercícios, bingos e várias outras. “Trabalhava na administração quando me pediram para criar um projeto e pensei nesse. Hoje, que sou aposentada, trabalho como voluntária”, conta. São 13 voluntários e cerca de 25 idosos participantes do programa. Há vagas para ambos que tenham interesse em participar. Os encontros são gratuitos, apenas é cobrada taxa dos materiais  usados nas aulas.

Para Beatriz, o projeto deveria ser adotado por outras regiões administrativas. “Acho tudo isso muito gratificante. Só os sorrisos que eles nos dão são uma recompensa. Temos pessoas que chegam aqui com depressão ou que acabaram de perder um parente. A ideia é não deixar que ninguém se sinta solitário.”

O casal Cesar Martins Barba e Vera Lúcia Dias Vasconcelos, 69, não falta uma quinta-feira há 10 anos. Moradores do Lago Sul, ambos nasceram no Rio de Janeiro, mas se conheceram em Brasília anos depois. Para eles, o projeto é essencial para a cidade. “É bastante importante ter esse tipo de convívio. O pessoal chega a uma certa idade e alguns ficam com depressão. Aqui, a gente a joga para o alto e vai se divertir”, comenta o homem.
 

Baile de carnaval

 

O projeto estava de recesso desde dezembro e voltou a funcionar na última quinta-feira. Para recepcionar os participantes, foi preparada uma festa à fantasia com tema de carnaval. Os idosos abusaram dos adereços e muitos foram a caráter dos pés à cabeça. Darcy Souza, 78, era uma das mais animadas. Ela estava vestida de melindrosa e justificou a escolha por conta da própria personalidade. “Sou muito animada. Gosto de dançar, conversar e de agitação. Toda semana estou aqui. Quando não venho, todos me perguntam o que aconteceu”, anima-se.

Darcy é mineira e vive com amigos em uma casa do Lago Sul. Ela não se casou ou teve filhos, mas vive com pessoas que conheceu ao longo da vida e se tornaram sua família. “Há 43 anos, estamos juntos. Eles me acompanham em tudo e me ajudam”, frisa. Na administração, a mulher garante que conseguiu formar mais uma família. “Todo mundo vira amigo. No grupo de WhatsApp, a festa também é grande. Todos se preocupam com o outro e nos ajudamos sempre”, ressalta.

 

Durante a festança, tiveram marchinhas temáticas, lanche e desfile dos participantes. O cenário também contribuiu para a diversão e estava enfeitado com a temática do baile. Para Carmen Maia, 81, que optou por usar uma máscara tradicional de carnaval, o projeto também traz alegria. “A gente se troca muito, tanto recebe quanto dá. Aqui, sempre temos uma palavra amiga na hora que precisamos”, diz. Aposentada, ela chegou a Brasília há mais de 30 anos. Natural do Rio de Janeiro, gosta mesmo é de viajar. Ao lado da filha, ela desbrava o Brasil e o mundo.

“Conhecemos Londres, Paris e Buenos Aires. Em janeiro, estávamos em Salvador. Sempre fomos unidas, e agora que me aposentei, curtimos nossas viagens”, conta a filha de Carmen, Sandra Helena Maia, 57. Ela conta que começou a ir ao projeto para levar a mãe, mas que decidiu também se associar. “Aqui, encontramos experiências de pessoas com muito mais tempo de vida, uma alegria única. Em troca, ainda recebemos diversão, entretenimento e saúde”, destaca.


Participe 

Onde: auditório da Administração do Lago Sul, na SHIS QI 11, Área Especial 1 
Quando: às quintas-feiras, das 14h30 às 17h  
Inscrições: no local, nos dias de evento. Mais informações pelo WhatsApp: (61) 99386-8660

Fonte: (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)  

 

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